Obra de Francisco Cândido Xavier
antecipa a Ciência Em um estudo publicado nas págs. 27 a 34 da edição número 136-C da revistaPlaneta, toda ela dedicada à vida e à obra de Chico Xavier, o confrade Hernani Guimarães Andrade (foto) mostra que inúmeras informações científicas transmitidas pelos Espíritos por intermédio de Chico Xavier e consideradas inicialmente mirabolantes, ridículas ou até ingênuas têm sido em nossos dias cogitadas e mesmo confirmadas pela Ciência moderna. Hernani lembra que, a partir da formulação da Teoria dos Quanta por Max Planck e da Teoria da Relatividade por Albert Einstein, a Física vem sofrendo profundas transformações, cujo resultado inicial "foi a desentronização do pensamento mecanicista positivista e a introdução de novas concepções que, em muitos aspectos, tocam as fronteiras da metafísica". Em seu artigo, faz ele diversas correlações entre ensinamentos colhidos na obra de André Luiz (Espírito) e textos firmados por cientistas de nossa época, como o neurocirurgião Karl Pribam, de Stanford, e os físicos David Bohm, Fritjof Capra e Jean E. Charon, os quais revelam que em muitos e variados pontos a obra psicografada por Chico Xavier tem-se antecipado à Ciência. Duas das informações apontadas por Hernani Guimarães Andrade merecem lembradas: 1) No cap. III do livro Evolução em Dois Mundos, no subcapítulo "Primórdios da Vida", André Luiz diz ao pé da página que na esfera espiritual o elétron (ou eletrão, como ele prefere grafar) "é também partícula atômica dissociável". Como o livro é de 1958, é difícil imaginar que o médium tivesse conhecimento dos trabalhos de Física teórica desenvolvidos por Gell-Mann, que obteve 11 anos depois, portanto em 1969, o Prêmio Nobel por seus trabalhos em que se refere aos quarks, componentes das partículas subatômicas. 2) No cap. 9 de E a Vida Continua..., obra psicografada em 1968, o Instrutor Cláudio diz à irmã Evelina que qualquer aprendiz de ciência elementar, na Terra, não desconhece que a chamada matéria densa não é senão a energia radiante condensada e que um dia o homem saberá "que a matéria é luz coagulada, substância divina, que nos sugere a onipresença de Deus". Esta antecipação - destaca Hernani Guimarães Andrade - é impressionante, porque somente os físicos bem avançados é que estão chegando agora a semelhantes conclusões, como Bob Toben registra nas págs. 46 e 47 de seu livroSpace Time and Beyond: "A matéria não é senão luz (energia) capturada gravitacionalmente". Em 1968, quando a expressão luz coagulada foi publicada, poucos físicos tê-la-iam levado a sério e muitos poderiam até mesmo valer-se da Física para contestá-la, o que constitui uma prova insofismável da progressividade da Ciência, que a Religião não pode deixar de acompanhar. Os avanços da Ciência
aproximam-na da Religião Os sinais da aproximação entre Ciência e Religião são muito claros e basta repassar o que tem sido publicado nas revistas científicas para ver que um volume expressivo de pesquisas e trabalhos em diferentes setores da Ciência tem abonado idéias e valores geralmente vinculados à Religião ou por esta defendidos. Eis, a seguir, pequena amostra desses trabalhos, todos eles publicados pela grande imprensa nos últimos dez anos, conforme indicam as referências apostas no final de cada tópico:
1) Estudo realizado com 232 pacientes operados do coração na Dartmounth Medical School mostrou um percentual de cura dos pacientes religiosos três vezes superior ao dos que não manifestavam interesse pela religião. Outra pesquisa, realizada no North Carolina Hospital, demonstrou que a depressão e as doenças físicas têm incidência menor em pessoas que freqüentam regularmente a igreja.(Fevereiro/1997.) 2) O afeto, o carinho, o toque no bebê pode programar psicologicamente seu cérebro para responder ao estresse de sua vida futura. Quem o diz são cientistas da Universidade Mc-Gill, de Montreal, Canadá. (Outubro/1997.) 3) Pesquisa realizada com 50 estudantes de Direito dos Estados Unidos, conduzida por Suzanne Segerstrom, da Universidade de Kentucky, revela que o otimismo pode fortalecer o sistema imunológico ou, pelo menos, reduzir os efeitos do estresse. (Julho/1998.) 4) A principal causa de agressividade das crianças, segundo o pesquisador americano Robert Blum, da Universidade de Minnesota, é a falta de amor. Blum baseia essa conclusão numa pesquisa feita com doze mil meninos, a pedido da Clínica Mayo, e é apoiado pelos psicanalistas Fritz Redl e David Wineman.(Junho/1999.) 5) O neurocientista americano Gerald Eldman, Prêmio Nobel de imunobiologia em 1972, diz que o comportamento violento dos adolescentes criminosos resulta de suas vivências quando bebê e até mesmo quando eram simples feto. Segundo ele, tais vivências ficam arquivadas no corpo como uma memória inconsciente que vai atuar pelo resto da vida do indivíduo. (Dezembro/1999.) 6) Pesquisa realizada pela Universidade do Texas (EUA) revela que as pessoas que praticam uma religião apresentam melhores condições de saúde. Vários são os motivos: os fiéis tendem a afastar-se das drogas e das atividades que põem em risco a saúde e têm uma maior auto-estima e um círculo de amizades com o qual possuem afinidades, o que, segundo o estudo, ajuda a prevenir doenças de fundo emocional. (Janeiro/2000.) 7) Trabalho realizado pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, afirma que os que se irritam intensamente e com freqüência têm três vezes mais probabilidades de sofrer um infarto do que os indivíduos calmos. Segundo Janice Williams, a influência do mau humor no desencadeamento de doenças cardiovasculares é comparável à obesidade, ao tabagismo e ao sedentarismo. (Junho/2000.) 8) Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas em Saúde, dos Estados Unidos, a fé faz bem ao espírito e ao corpo e pode até mesmo prolongar a vida das pessoas. Os indivíduos que cultivam uma religião vivem mais que os descrentes, porque a fé favorece um comportamento mais saudável, em que a tendência ao tabagismo, às drogas e à promiscuidade sexual é sensivelmente menor.(Julho/2000.) 9) Estudo elaborado pela Universidade de Emory (Estados Unidos) diz que abusos físicos ou sexuais sofridos na infância, por alterarem a composição química do cérebro das mulheres, as tornam mais vulneráveis à ansiedade e às tensões emocionais quando adultas. O trauma psicológico sofrido na infância, diz o dr. Charles Nemeroff, faz com que o hormônio que regula a resposta do organismo à tensão emocional se torne hipersensitivo, fato que comprova uma tese antiga segundo a qual um bom ambiente familiar durante os primeiros anos da infância produz excelentes resultados a longo prazo. (Setembro/2000.) |
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